Tá difícil se fazer entender?

Falar é fácil, quero ver se fazer entender! Essa frase você já deve ter ouvido de outra forma, mas modifiquei de propósito mesmo. O que mais escuto dos meus clientes é “eu falei, mas eles não fazem” ou “eu disse, mas ninguém ouviu”.

Para evitar o mar de lamúrias e irmos direto à solução, te apresento uma forma fácil de comunicar e envolver as pessoas naquilo que é necessário que seja feito. Antes de tudo, você precisará entender que existem momentos certos para as falas e assuntos certos. Você não discute relação no shopping, e também não fala de finanças na cama. Tudo tem hora e lugar. Então vamos aos nossos pontos do que você deve fazer na hora de solicitar algo a alguém:

  • Deixe clara a situação atual. Fazer entender a situação atual é muito importante para gerar empatia com as pessoas às quais você dialoga. Seja para pedir algo a um colega de trabalho, seja para pedir algo a alguém da sua família, a pessoa precisa estar por dentro do contexto. Certifique-se de que ela está.
  • Demonstre seus sentimentos acerca da situação. Por vezes dialogamos com pessoas que são mais ou menos empáticas, por isso é importante demonstrar como a situação o afeta.
  • O que precisa ser feito. Informe as necessidades do momento, demonstre a solução necessária ao cenário que você se encontra.
  • Diga o que você espera da pessoa. Demonstre de forma clara e direta o que ela precisa fazer, evite rodeios ou indiretas.
  • Informe o que a pessoa ganhará com a realização da tarefa. O ganho pode estar condicionado a uma situação futura, a um status, a um envolvimento do grupo.

Por exemplo, você sai de férias, e no retorno encontra seu filho adolescente, que ficou em casa, com o quarto todo desarrumado e com a sala tendo virado a extensão do quarto! O que fazer?! Primeiro, por mais óbvio que seja, informe (sem ironia) a situação atual, e lembre-se: faça isso no momento adequado, evite pessoas estranhas ou que possam apoiar o lado errado da situação.

“Vi que seu quarto está desarrumado e que na sala tem diversas das tuas coisas”. Agora, demonstre seus sentimentos. “Isso me chateia, pois vejo que você ainda não consegue ficar sozinho e manter a organização. ”

Dito isso, informe o que precisa ser feito. “Preciso que teu quarto e a sala estejam arrumados até amanhã à noite”. Veja que informamos um prazo, eles são importantes em todos os diálogos, e exercer a autoridade de sensor do prazo é importante. Agora diga o que você espera da pessoa: “Espero que além de guardar, você organize de forma mais prática e visualize onde cada coisa fica, para na próxima vez evitar de ter que guardar tudo novamente.” E por último informe o que a pessoa ganha com isso: “Assim que você finalizar, vai evitar que tenhamos uma discussão maior, e que eu fique irritado, e nas próximas vezes poderei sair mais tranquilamente, o que fará com que você tenha mais liberdade dentro de casa.”

Simples?! Sim, mas requer prática. Comece com coisas pequenas, faça pequenos testes destes 5 elementos no seu dia a dia. E verifique o seu funcionamento.

Tudo tem hora e lugar. Esse você já entendeu, espero que sim! É preciso saber a hora de falar sobre cada assunto, mas cuidado para não usar isso como desculpa para evitar o diálogo.

Caso esteja difícil, nós podemos te ajudar a transformar ainda mais essa realidade, tanto o Coaching quanto a Terapia Cocriacional Z te dão ferramentas para melhorar a realidade comunicacional e permitir que você se faça entender.