Afinal, o que é Coaching?

Essa é uma boa pergunta para se responder! Hoje esse tema tem sido cada vez mais abordado, e é preciso conhecê-lo bem para aproveitar as vantagens dessa técnica que revoluciona o processo de desenvolvimento humano.

Como tudo que queremos conhecer, é preciso também o que não é o Coaching. E esse é o primeiro caminho da nossa resposta. Existem muitas técnicas que são confundidas com o processo de coaching e muitas outras que são apropriadas por este para ampliação dos resultados.

Para que você tenha resultados é preciso ter consciência (Entender, Querer e Fazer), e essa é uma das premissas desse processo, e o que lhe distanciará de outros, como o mentoring, a terapia, e outras formas de acompanhamento terapêutico. Por tanto o coaching não é:

  • Plano de vendas e metas (apesar de esta ser uma das ações realizadas pelo Coachee – cliente de coaching – o foco é mais amplo do que este, pois promove transformações comportamentais que podem ser perenes e ir além das metas estabelecidas )
  • Sessão de terapia ou análise ( pois tem um período definido de início e fim no processo);
  • Caminho para Marketing Multinível (apesar de encontrarmos o termo em redes multinível, é preciso a especialização e o formato específico de sessão e progresso para definir o processo como um processo de coaching, normalmente estes projetos apresentam um caminho pré-formatado distante do coaching)
  • Palestra Motivacional (O coaching precisa motivar, mas antes de tudo propiciar ao coachee o aprendizado do comportamento, espaço para teste, portanto depende do empenho do cliente que deve testar-se diferente de projetos emocionais em que apenas leves reflexões são geradas)
  • Processo de condução ou transferência (Um processo de condução por um caminho que obteve sucesso por outros ou por transferir o conhecimento obtido anteriormente como o que ocorre no processo de mentoring não é coaching)
  • Sessão para relaxamento (Se você domina as competências necessárias para alcançar suas metas ou viver plenamente você entra em estados menos estressados e mais relaxados, mas essa é uma consequência do processo, não seu fim)
  • Entre outras atividades não pragmáticas – ferramentas isoladas como o uso do tradicional 5w2h ou um plano de metas não fazem a totalidade do processo, mas elementos que não o levem à ação estão distantes da prática de coaching.

E então,  o que é coaching?

Para que o processo de coaching seja genuíno ele precisará ter algumas premissas que apresentamos sem seguida. É importante lembrar a origem do termo:

Coaching é uma palavra que existe desde a idade média, quando era utilizada para descrever o condutor de carruagens. Esses profissionais eram chamados de cocheiros, ou aquele que conduz o coche — que era como se chamavam as carruagens. Os cocheiros eram os profissionais que conduziam os passageiros até o destino desejado.

Por volta de 1850, o termo passou a ser atribuído a professores e mestres de universidades com o significado de tutor, a pessoa responsável por auxiliar os estudantes na preparação de testes e exames. Na essência, o termo ainda tinha o mesmo significado: de pessoa que conduz seu passageiro para o local desejado.

Em 1950, o termo “coach” foi utilizado pela primeira vez para fazer referência à habilidade de gerenciamento de pessoas. Foi aí que surgiram as primeiras técnicas de desenvolvimento pessoal e humano, valorizando as competências individuais e relaciona-as a um processo de evolução contínua.”

Algumas das premissas para o processo de coaching:

Início e fim definidos – Com o entendimento mais claro, podemos definir que para o planejamento efetivo de um bom programa de intervenção em Coaching, o mesmo deverá ter início e fim bem pautados, bem como a construção de indicadores de eficácia que deem suporte ao caminho escolhido pelo Coach e trilhado pelo Coachee. A realização deste processo não é garantia de sucesso, mas um passo importante na condução do mesmo. Todo bom planejamento deverá permitir que sejam realizadas as seis atitudes que precisamos encontrar  no Coaching:

  1. Imergir;
  2. Planejar;
  3. Conduzir;
  4. Promover espaço de teste;
  5. Medir;
  6. Motivar e ajudar.

PLANEJAR E APLICAR – Primeiro é preciso definir quais são os objetivos na utilização da técnica Coaching. Nesse sentido, para que possamos ter balizados nossos objetivos durante e após a intervenção, consideremos que são os seguintes pontos em que o cliente de coaching terá sua experiência:

  1. Identificar a necessidade de melhorar/mudar;
  2. Observar e reunir evidências;
  3. Motivar para determinar e apropriar-se de metas de evolução pessoal;
  4. Ajudar a planejar como alcançar essas metas;
  5. Criar oportunidades para praticar as habilidades desejadas;
  6. Observar ações e oferecer feedback objetivo;
  7. Ajudar a superar contratempos.

Estrutura de sessão – A estrutura de sessão bem como o acompanhamento do Coachee – cliente de coaching – deverá ter uma lógica bem estruturada:

  • Coleta de informações (modelos de análise comportamental, reunião de alinhamento, reunião de equipe, relatórios de rh)
  • Definição de Modelo de Diálogo em Coaching
  • Definição do tempo (número de sessões e duração)
  • Escolha de ferramentas e tecnologias
  • Estar preparado para ajustes de curso
  • Indicadores, sistemas e controle

 

Caminho para independência – O processo de coaching deverá permitir que o coachee caminhe de forma independente sobre metas semelhantes ou na repetição das situações em que ele teve o coaching como auxílio. É importante que o cliente não entre em um plano sem fim, dessa forma não estará mais fazendo coaching.