Astrologia Funciona?

Desde os primeiros séculos, os homens acreditavam que o sol, a lua, os planetas e as estrelas têm exercido uma certa influência sobre a vida humana. Nos dias de hoje, a maioria das pessoas se contentam em rir de tal crença, sem saber nada sobre isso.

A idéia de que Saturno, em sua órbita ridiculamente distante da Terra, pudesse interferir na forma como organizamos nossa vida pode parecer mera superstição, mas qualquer um que se dê ao trabalho de fazer um estudo cuidadoso e imparcial de astrologia, vai descobrir muita coisa que não pode ser simplesmente descartada.

No livro O Lado Oculto das Coisas, Leadbeater faz a seguinte reflexão, sobre a influência dos planetas:

“A explicação talvez se encontre na circunstância de que, assim como o movimento dos ponteiros de um relógio indica a passagem do tempo, conquanto lhe não seja a causa, da mesma forma os movimentos dos astros indicam a predominância de certas influências, sem absolutamente serem responsáveis por elas.”

Em lugar de imaginar que Marte, Vênus, ou qualquer outro planeta (em astrologia inclusive a Lua e o Sol são considerados planetas) pudessem afetar nossa personalidade ou nossa percepção do mundo, o texto sugere outra hipótese: a de que não apenas Marte nos afetava, mas sim que ambos sofrêssemos influência das energias do nosso sistema solar. Partindo do pressuposto de que os ciclos lunares e as forças da natureza (estações) interferem nos ciclos do nosso organismo, o que já está comprovado cientificamente, saber que os planetas, assim como nós, somos influenciados pelo sistema solar como um todo é perfeitamente aceitável.

Leadbeater reforça essa ideia em outra passagem:

“O estudo do oculto encara o sistema solar, em toda a sua vasta complexidade, como a manifestação parcial de um grande Ser vivente, e todas as suas partes como aspectos dessa manifestação. (…) Todos os constituintes físicos do sistema solar (…) – tudo isso, coletivamente, é o Seu corpo físico (…) Cada átomo de cada mundo é um centro através do qual Ele é consciente, e, portanto, não só é verdade que Deus é onipresente, senão também que Deus está em tudo. “

Se você acompanhou até aqui, respire fundo, relaxe, e se concentre neste próximo parágrafo, que é um pouco mais denso:

Podemos imaginar como os ciclos refletidos pelos planetas podem se relacionar com nosso desenvolvimento. A linha de raciocínio é mais ou menos assim: a partir do momento em que nascemos, passamos por várias etapas de desenvolvimento físico, intelectual e emocional que já foram bastante estudadas por médicos, psicólogos e educadores. As influências externas – amigos, sociedade, escola, clima com muito ou pouco sol – são vitais em cada etapa desse desenvolvimento. Pegando como exemplo Urano, que tem um movimento de translação de aproximadamente 84 anos, nota-se que isso significa 12 períodos de aproximadamente 7 anos. Não precisa de muita ajuda do Google para ver que existem inúmeras teorias que dividem nosso desenvolvimento em períodos dessa duração. Se o movimento de Urano espelha um determinado ciclo energético do logos solar, podemos fazer uma analogia entre as fases desse ciclo e os 12 signos do zodíaco. Assim, nos primeiros 7 anos de vida, uma criança teria uma influência mais ou menos constante desse aspecto do ciclo representado por Urano, e essa influência teria grandes probabilidades de se converter em alguma característica observável. Essa característica observada pode então ser “atribuída” a essa combinação de planeta e signo. Em outras palavras, Urano estar em um determinado signo no momento em que a criança nasce não “determina” uma característica, mas dá um bom indicativo do tipo de influência que essa criança receberá no início de seu desenvolvimento. A analogia pode ser estendida para outros planetas e aspectos da astrologia, ou a outros momentos da vida de uma pessoa.

A ciência atual chama a Astrologia de pseudociência. Por pseudociência entende-se: é uma reivindicação, crença ou prática que se apresenta como científica, mas não adere a um método científico válido, carece de provas ou plausibilidade, não podendo ser confiavelmente testado.

Sem dúvida existem informações disponíveis na internet totalmente descabidas de propósito, mas também pode-se encontrar uma grande quantidade de informações precisas, grande demais para ser razoavelmente atribuída a uma coincidência.  Cabe a cada um ir atrás dessas informações, testá-las e conferir sua veracidade.

Você pode iniciar sua busca fazendo alguns testes bastante simples: Imprimir o seu mapa astral e o de algumas as pessoas que você conheça bem (e tenha o horário de nascimento) e checar se as características e tendências que podem ser detectadas nos mapas se refletiram nas pessoas que estão ali representadas.  Existem diversos sites e aplicativos disponíveis na internet para você criar seu mapa astral. Pesquise, busque! Tenha uma ótima jornada!