Acessando o Deus Interior

Você quer entender o que não te explicam? Vem comigo e segue esse raciocínio.

Você pensa, com palavras, com imagens, move seu pensamento, tem coisas na sua vida que você já compreendeu e aceitou, mas algumas dessas coisas ficam insistindo em voltar a sua mente? Como o vizinho que você já perdoou por aquela gafe, mas xinga mentalmente ainda, ou o chefe que você mandou longe há meia hora atrás, já entendeu que ele estava nervoso, mas ainda assim fica pensando f*d*p*?

Pois bem, vamos entender uma coisa, e isso está relacionado também à auto sabotagem, sabe o que é isso? É quando você inconscientemente faz algo que não gostaria de fazer pois tem medo de ser merecedor ou de perder alguma coisa. Tipo briga de casal, ou algo assim.

Bom, na tradição antiga, das antigas religiões, já se falava em 3 Eus. Os ‘Selfs’, que mais pra frente Jung vai dividir em consciente e inconsciente. Bem, na tradição antiga, eles já existiam, e como se tem esse conhecimento há muito tempo deveríamos estar acostumados a lidar com eles, correto? Não. Pois como o tema dessa série é o conhecimento hermético (fechado), o entendimento sobre isso também ficou restrito.

Vamos lá, temos o Eu Racional, aquele responsável pelos nossos cálculos matemáticos, nosso eu do presente e que pode viajar para o passado em nossas memórias ou visitar o futuro com a nossa imaginação. Esse cara acha que está no comando, ele pensa que é o dono da situação. É ele que diz para a gente que já está tudo bem depois de termos aquela pequena discussão com o chefe ou com alguém de casa. Porém, além dele, temos nosso Eu Profundo, ou o Inconsciente. Isso mesmo, o inconsciente já era tratado pela tradição das fadas há mais de dois mil anos. Esse Eu Profundo, que é nosso inconsciente, é onde ficam armazenadas todas as informações. Não temos uma ligação direta entre esses dois Eus. Por essa razão as religiões antigas criaram os Rituais, não só para o Divino, mas também para a conexão com o Eu Profundo. Segundo a tradição das Fadas, só é possível a conexão com o Eu Profundo – o Inconsciente – através do relaxamento profundo ou do transe dos rituais. E porque precisamos acessar esse cara?

Ora bolas! Esse cara é quem manda! Ele é como o sistema operacional do seu computador. Ele é 100% automatizado e nele ficam gravadas as informações mais importantes de nossa vida. É ele quem assume o comando quando você precisa sobreviver, e também quando fica excitado. É o inconsciente que responde qual nossa cor favorita quando simplesmente a sabemos, mas não sabemos explicar o porquê.

Se você quer mudar, é preciso acessar o Eu Profundo. Você deve estar lembrando do começo deste texto que falamos em 3 Eus. O Terceiro é o Eu Divino. Segundo a tradição das Fadas o Eu Divino é a conexão entre nós e as Deidades (Os Deuses), e só é possível acessar o Eu Divino através do Eu Profundo. Bahhhhh!

Entendeu agora porque é preciso meditação e relaxamento ou rituais que te levem ao transe? Para que você possa acessar o Eu Profundo e reprogramá-lo para acessar o seu EU DIVINO. Pesquisando isso, descobrimos que o povo das Fadas, segundo os registros históricos, eram pessoas de cultura pagã que tiveram de se refugiar nas florestas e nos montes devido a uma série de invasões na Europa. Bom, isso é assunto para um outro texto, mas, é importante contar, que entre seus rituais, pintavam-se de azul para uma conexão com o Eu Divino, pois acreditavam que o Deus que fazia a conexão com o Eu Profundo era Azul (Também teremos que ver isso em outro texto). Portanto se você vir um Smurf por aí, pense duas vezes antes de perguntar o que tinha no seu chá, pode ser alguém do povo das fadas fazendo a Conexão com seu Eu Divino.